VI FÓRUM | 10.12.2015

12342612_1654335604806582_7887408290525604251_nA sexta reunião do Fórum da Cidadania debruçou-se sobre o tema das migrações e da diversidade cultural. Como forma de assinalar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, a parceria promotora do projeto “Uma Aventura no Mundo da Cidadania” quis trazer o tema para o centro do diálogo, como forma de contribuir para o esclarecimentos de dúvidas e receios levantados, quer pela perspetiva da vinda de pessoas refugiadas para o concelho, quer pelo mediatismo do tema.

Esta reunião aconteceu na noite do dia 10 de dezembro, no Centro Cultural de Vila Nova de Tazem, e reuniu cerca de 30 pessoas numa conversa informal e esclarecedora. A iniciativa contou com a presença de Maria Paula Neves do Grupo do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) da Rede de Ensino Superior para a Mediação Intercultural (RESMI) e do informado contributo de Filipa Silvestre do Conselho Português para os Refugiados. O diálogo centrou-se assim na questão das pessoas refugiadas, havendo uma clara explicação da legislação e do processo de proteção internacional, clarificando o estatuto de Refugiado tal como consagrado na Convenção de 1951, e chamando a atenção para o facto deste direito humano estar também consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. 14.º) e na Constituição da República Portuguesa (art. 33.º). Sublinhou o facto de serem “pessoas com medo” que, muitas vezes, fruto das redes que usam para conseguir fugir, nem sabem a que país estão a chegar.

Houve ainda tempo para se partilhar experiências acerca de convívio intercultural e foram várias as pessoas presentes com histórias muito positivas para contar. Ao mesmo tempo, reconheceu-se que a diversidade acarreta desafios mas que, apesar de parecer, estes não são novos no nosso país. Em Portugal, há hoje pessoas de 170 nacionalidades diferentes e há bairros e escolas multiculturais a funcionar com sucesso há mais de uma década. “É trazer o mundo para nossa casa”, disse uma professora participante, frisando como pode ser gratificante e enriquecedor do processo educativo.

Terminou-se relembrando que, no dia 10 de dezembro de 1948, se inaugurou uma cultura universal de direitos humanos assente no reconhecimento da dignidade e igualdade humana. No entanto para que este seja uma realidade, temos ainda de lavar muitos “carimbos” que se colam às caras das mais diferentes pessoas, como nos conta a história “Cidade das Pessoas Carimbadas”, escrita pelo Dr. António Ferreira e lida neste Fórum pelo Rui da Eufrázia.